AS REDES SOCIAIS CONTEMPORÂNEAS COMO FERRAMENTAS PARA OPERAÇÕES DE INTELIGÊNCIA E CONTRAINTELIGÊNCIA: IMPACTOS NA DIPLOMACIA
DOI:
https://doi.org/10.71409/humanitas.v2i1.702Palavras-chave:
espionagem, redes sociais, relações internacionais, diplomaciaResumo
O presente artigo analisa como as redes sociais contemporâneas se tornaram ferramentas essenciais para operações de inteligência e contrainteligência, influenciando diretamente a diplomacia global. O estudo utiliza uma abordagem bibliográfica e comparativa para examinar casos recentes de espionagem digital e suas implicações para as relações internacionais. A pesquisa destaca que Estados e actores não estatais exploram plataformas como Facebook e Twitter para coletar informações estratégicas, influenciar processos políticos e monitorar adversários. Com a digitalização da espionagem, os Estados passaram a utilizar essas ferramentas para vigilância, manipulação de narrativas e até mesmo para operações de desinformação. Além disso, o estudo ilustra como a interconectividade global intensificou a vulnerabilidade diplomática, expondo países a ameaças cibernéticas e interferências externas. O artigo também discute a evolução da espionagem, desde os métodos tradicionais, como agentes infiltrados e interceptações telefônicas, até a era digital, onde big data, inteligência artificial e ataques cibernéticos desempenham papéis fundamentais. Casos como a interferência russa nas eleições americanas de 2016 e as operações de vigilância digital da NSA reveladas por Edward Snowden são analisados como exemplos do impacto crescente das redes sociais na inteligência global. Por fim, a pesquisa evidencia que a crescente influência das redes sociais na espionagem impõe desafios à segurança diplomática e exige novos paradigmas de governança da informação. A cooperação internacional e regulamentações mais rígidas podem ser caminhos para mitigar os riscos associados a essa nova realidade, garantindo maior transparência e segurança no uso das redes sociais para fins de inteligência
