POLÍTICAS VOLTADAS PARA A REDUÇÃO DAS DESIGUALDADES NO ACESSO AOS SERVIÇOS DE SAÚDE NO BRASIL
Palavras-chave:
Políticas de saúde, desigualdade em saúde, serviços de saúdeResumo
A criação do SUS representou um marco importante, ampliando a oferta de cuidados, especialmente na atenção primária, entretanto, desigualdades territoriais, sociais e econômicas continuam influenciando a utilização dos serviços. Os achados revelam contrastes significativos entre áreas urbanas e rurais, bem como vulnerabilidades específicas de populações indígenas, grupos de baixa renda e municípios de pequeno porte, que enfrentam obstáculos como distância geográfica, falta de profissionais, infraestrutura limitada, racismo institucional, dificuldades de regulação e oferta insuficiente de média complexidade. Também se observou que determinantes ambientais, econômicos e sociais influenciam diretamente o estado de saúde da população e moldam padrões persistentes de exclusão. A aplicação de métodos mistos demonstrou que barreiras ao acesso envolvem tanto fatores objetivos quanto percepções e experiências subjetivas dos usuários. Apesar dos avanços promovidos por políticas públicas e pela expansão da atenção primária, persistem desafios relacionados ao financiamento, à coordenação federativa e à integração entre os níveis assistenciais. Ademais, vale ressaltar também que a equidade exige ações que priorizem grupos mais vulneráveis, fortaleçam a atenção básica, valorizem abordagens intersetoriais e garantam distribuição justa de recursos, reafirmando a necessidade de um sistema de saúde comprometido com justiça social, universalidade e inclusão.





