Distúrbios de imagem corporal em jovens
Uma investigação de campo sobre os fatores de impactos psicossociais em Paracatu (MG)
Palavras-chave:
Palavras-Chave: Vigorexia. Dismorfia muscular. Imagem corporal. Autoestima. Universitários.Resumo
A vigorexia, ou transtorno dismórfico muscular, caracteriza-se por uma preocupação excessiva com a insuficiente muscularidade e por comportamentos de busca constante por um corpo considerado ideal. Este estudo teve como objetivo analisar fatores psicossociais associados à percepção da imagem corporal, à vigorexia e à autoestima em jovens universitários e frequentadores de academias no município de Paracatu (MG). Trata-se de uma pesquisa de campo, de natureza quantitativa e qualitativa, com delineamento transversal, descritivo e exploratório. A amostra foi composta por 45 participantes, de ambos os sexos, com idades entre 18 e 36 anos, selecionados por conveniência. A coleta de dados foi realizada por meio de questionário eletrônico autoaplicável (Google Forms), contendo questões sociodemográficas, hábitos de treino, uso de redes sociais, itens baseados no Muscle Dysmorphic Disorder Inventory (MDDI) e na Escala de Autoestima de Rosenberg. Os dados foram analisados por estatística descritiva (frequências, porcentagens, médias e desvios-padrão), complementada por análise de conteúdo das respostas abertas. Os resultados indicaram alta frequência de prática de exercícios físicos, uso expressivo de redes sociais e percepção moderada a intensa de influência dessas plataformas na autoimagem. Observou-se média elevada para o sentimento de insuficiente muscularidade e para comportamentos de comparação corporal, ao passo que comportamentos mais extremos, como priorizar o treino em detrimento de atividades importantes e pensar em uso de esteroides anabolizantes, foram menos frequentes. A autoestima mostrou-se globalmente positiva, ainda que com áreas de vulnerabilidade. Conclui-se que a combinação entre alta exposição às redes sociais, rotinas intensas de treino e insatisfação com a musculatura configura um cenário de risco para o desenvolvimento de sintomas de vigorexia, reforçando a necessidade de ações preventivas e de promoção de saúde mental em ambientes acadêmicos e de treinamento físico.





