CÉLULAS CAR-T NO TRATAMENTO DE NEOPLASIAS HEMATOLÓGICAS: resultados e desafios para implementação no Brasil
Palavras-chave:
Neoplasias hematológicas, Células T, Receptor de antígeno quiméricoResumo
As neoplasias hematológicas, como leucemias, linfomas e mieloma múltiplo, representam um importante desafio de saúde pública no Brasil, com altas taxas de morbidade e mortalidade. A terapia com células T receptoras de antígenos quiméricos (CAR-T) tem emergido como uma alternativa inovadora e promissora frente aos tratamentos convencionais, oferecendo respostas eficazes especialmente em casos recidivantes ou refratários. Este estudo, com base em uma revisão sistemática da literatura nas bases SciELO, BVS e PubMed, analisa os avanços, desafios e perspectivas da aplicação da terapia CAR-T em neoplasias hematológicas. As células CAR-T são linfócitos T geneticamente modificados para reconhecer e destruir células tumorais de forma específica, independente da apresentação de antígenos via MHC. Apesar dos resultados promissores em ensaios clínicos, esta terapia ainda enfrenta desafios, como os altos custos de produção, toxicidades significativas (como a síndrome de liberação de citocinas e neurotoxicidade), limitações frente a tumores sólidos e recidivas relacionadas à perda de antígenos. Estratégias como a terapia ponte, CARs de múltiplas gerações, CAR-T universais, interruptores de segurança e abordagens in vivo têm sido desenvolvidas para superar essas limitações. Além disso, iniciativas nacionais, como as conduzidas pelo INCA, buscam viabilizar essa terapia no contexto do sistema público de saúde brasileiro. Conclui-se que, embora obstáculos ainda existam, os avanços contínuos na biotecnologia e na engenharia celular apontam para um futuro mais acessível e eficaz da terapia CAR-T no tratamento do câncer hematológico, com perspectivas de expansão segura para tumores sólidos.





