A Análise Temporal do Número de Casos de Doença de Chagas Aguda, Esquistossomose e Leishmanioses no Brasil entre 2018 e 2023

Autores

Palavras-chave:

Doenças tropicais, Atenção Primária à Saúde, Educação em Saúde

Resumo

As parasitoses intestinais ainda são prevalentes em diversas regiões do Brasil, principalmente devido a falhas estruturais e sanitárias. Esta revisão tem como objetivo analisar o perfil epidemiológico da Doença de Chagas em sua forma aguda, da esquistossomose e da leishmaniose nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sul do país. O estudo baseou-se em dados do DataSUS (SINAN), entre janeiro de 2018 e dezembro de 2023. A esquistossomose concentrou-se sobretudo nas regiões Sudeste e Nordeste, associada à ausência de saneamento básico e ao contato com coleções hídricas contaminadas. A leishmaniose, na forma tegumentar, destacou-se na região Centro-Sul, enquanto a forma visceral manteve-se endêmica no Norte e Nordeste. A adaptação dos vetores a áreas rurais e urbanas favorece sua persistência nessas localidades. Quanto à Doença de Chagas Aguda, cerca de 90% dos casos ocorreram na Região Norte, refletindo a eficácia do controle vetorial nas demais regiões. No entanto, nessa área, a transmissão permanece relacionada ao consumo de alimentos contaminados, como o açaí. Em síntese, os resultados revelam que, apesar dos avanços no monitoramento e no controle de vetores, essas parasitoses ainda apresentam incidência significativa no Brasil. Assim, políticas públicas voltadas ao saneamento básico e à melhoria das condições sociais tornam-se essenciais para reduzir a ocorrência e a refratariedade dos casos em diferentes regiões.

 

Palavras-chave: Doença de Chagas, Esquistossomose, Leishmaniose visceral, Leishmaniose tegumentar, Epidemiologia

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Publicado

2026-02-04

Como Citar

Estêvão Mattos Júnior, M., de Carvalho Ferreira, L. E., & Gonçalves Neto, P. H. (2026). A Análise Temporal do Número de Casos de Doença de Chagas Aguda, Esquistossomose e Leishmanioses no Brasil entre 2018 e 2023. Revista Dos Seminários De Iniciação Cientifica, 8(3). Recuperado de https://revistas.atenas.edu.br/resic/article/view/784