Indicadores de Saúde Mental na Bahia
Análise Territorial e Populacional a partir de Dados Secundários para Planejamento e Gestão de Políticas Públicas
Resumo
Este estudo analisa a utilização e a distribuição dos serviços de saúde mental na Região Sul da Bahia entre 2023 e 2025, com foco nos seis municípios mais populosos. Trata-se de uma pesquisa ecológica, quantitativa, descritiva e comparativa, baseada em dados secundários provenientes das bases SIH/SUS (internações hospitalares), SIA/SUS (atendimentos ambulatoriais), CNES (oferta de serviços), SIM (mortalidade por transtornos mentais) e informações do IBGE. Foram examinados indicadores como taxas de internações, volume de atendimentos ambulatoriais, cobertura da rede e mortalidade relacionada. Os resultados apontam queda significativa nos atendimentos ambulatoriais realizados nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), que passaram de 159.150 em 2023 para 68.467 em 2025, com concentração em municípios menores, como Ibicaraí, enquanto cidades maiores, como Itabuna, registraram números baixos, revelando desigualdade de acesso. Nas internações hospitalares, observou-se variação: 924 em 2023, 1.200 em 2024 e 535 em 2025. Jequié destacou-se pela estabilidade, enquanto Ilhéus apresentou aumento e Itabuna redução expressiva, possivelmente ligada a mudanças nos fluxos assistenciais. A mortalidade por transtornos mentais em 2023 acompanhou, em grande parte, a distribuição populacional, sendo mais elevada em municípios maiores. Tais resultados evidenciam desigualdades territoriais na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), com concentração em localidades menores e déficit em cidades de maior porte, onde há maior demanda. Conclui-se que há necessidade de reorganização regional, ampliando cobertura e fortalecendo os serviços de saúde mental para garantir equidade e efetividade no cuidado.





