COMPARAÇÃO ENTRE INTERVENÇÕES FARMACOLÓGICAS E NÃO FARMACOLÓGICAS NO MANEJO DOS SINTOMAS DA DOENÇA DE ALZHEIMER: UMA REVISÃO DE LITERATURA
Resumo
Introdução: a Doença de Alzheimer (DA) é uma enfermidade neurodegenerativa progressiva, caracterizada pela atrofia cerebral, principalmente no hipocampo e no córtex, resultando em prejuízos de memória, de cognição e de coordenação motora. A DA representa a forma mais comum de demência, responsável por cerca de 60 a 70% dos casos no mundo. Apesar da ampla utilização de medicamentosas, as estratégias não farmacológicas, como estímulos cognitivos, sono adequado, atividade física, musicoterapia e alimentação balanceada, mostram-se eficazes na melhora da qualidade de vida e no controle sintomatológico dos pacientes. Método: a pesquisa é uma revisão bibliográfica integrativa. O processo de busca ocorreu a partir de 4 bases de dados, utilizando os descritores: Alzheimer, medicamentos, tratamento não farmacológico. Resultados: os estudos analisados evidenciaram que a integração entre terapias farmacológicas e não farmacológicas é mais eficaz no manejo sintomatológico da DA. Os principais medicamentos utilizados incluem inibidores da acetilcolinesterase (donepezil, rivastigmina, galantamina e tacrina), antagonistas de receptores NMDA (memantina) e anticorpos monoclonais anti-beta-amiloide (aducanumabe, lecanemabe e donanemabe), que auxiliam na modulação de neurotransmissores e na redução de placas amiloides, embora não interrompam
a neurodegeneração. Discussão: as terapias não farmacológicas mostraram-se fundamentais na melhora do bem-estar físico, cognitivo e emocional dos pacientes. Intervenções como sono de qualidade, exercícios físicos, musicoterapia, estímulos cognitivos e dieta equilibrada reduzem a neuroinflamação e retardam a progressão da doença. Estudos destacam que as combinações de estratégias potencializam os resultados e reduzem a sobrecarga dos cuidadores. Dessa forma, a abordagem integrada, unindo tratamentos medicamentosos e não medicamentosos, representa o caminho para melhora do prognóstico e da qualidade de vida dos idosos com DA. Cnclusão: a associação de terapias farmacológicas e não farmacológicas proporciona benefícios no manejo clínico da Doença de Alzheimer, favorecendo o bem-estar geral dos pacientes. Apesar das evidências encontradas, destaca-se a necessidade de mais estudos de campo aprofundados para compreender melhor esses efeitos e os mecanismos subjacentes.





