Mortalidade por malformações congênitas das grandes artérias em minas gerais (2014–2023): análise temporal e regional a partir de dados secundários

Autores

  • Valquíria Esper Chahhoud
  • Túlio Mendes Batista
  • João Vitor Silva Queiroz
  • Carlos Tostes Guerreiro Faculdade Atenas

Resumo

As malformações congênitas das grandes artérias (CID-10 Q25), que acometem estruturas como a aorta e a artéria pulmonar, configuram importante causa de morbimortalidade neonatal, sobretudo quando não diagnosticadas precocemente. No Brasil, as anomalias congênitas figuram entre as principais causas de óbito no primeiro mês de vida, cenário que pode ser agravado por desigualdades regionais no acesso a serviços especializados. Nesse contexto, o presente estudo analisou a tendência temporal da mortalidade por Q25 no estado de Minas Gerais, entre 2014 e 2023, além de descrever o perfil epidemiológico dos óbitos segundo sexo, faixa etária e macrorregião de residência. Trata-se de um estudo ecológico de série temporal, de abordagem descritiva e quantitativa, baseado em dados secundários extraídos do SIM e SIH/SUS via TABNET/DATASUS. Foram incluídos óbitos com causa básica classificada como Q25 em residentes das 14 macrorregiões de saúde de Minas Gerais. No período analisado, registraram-se 403 óbitos, com predominância em menores de um ano (69,2%) e no sexo masculino (56,1%). Observou-se maior frequência entre indivíduos brancos (49,9%) e pardos (41,4%), e a quase totalidade dos óbitos ocorreu em ambiente hospitalar (92,3%), indicando centralização da assistência. A macrorregião Centro concentrou o maior número de casos (31,3%), enquanto Jequitinhonha e Nordeste apresentaram os menores registros, evidenciando possíveis desigualdades no acesso aos serviços de saúde. Os dados, relativamente estáveis ao longo da série histórica, reforçam a relevância das malformações congênitas das grandes artérias como causa persistente de mortalidade infantil no estado. Os achados destacam a necessidade de fortalecimento das políticas públicas voltadas à triagem neonatal, ao diagnóstico precoce e à ampliação do acesso a cuidados especializados, com especial atenção às disparidades regionais.

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Publicado

2026-03-26

Como Citar

Esper Chahhoud , V., Mendes Batista , T., Silva Queiroz , J. V., & Guerreiro, C. T. (2026). Mortalidade por malformações congênitas das grandes artérias em minas gerais (2014–2023): análise temporal e regional a partir de dados secundários. Revista Dos Seminários De Iniciação Cientifica, 7(3). Recuperado de https://revistas.atenas.edu.br/resic/article/view/815