OS IMPACTOS DA SOBRECARGA NO CUIDADOR FAMILIAR
DOI:
https://doi.org/10.71409/ah.v8i1.719Palavras-chave:
idoso, demência, sobrecarga, cuidador familiar, vulnerabilidadesResumo
O envelhecimento populacional global tem aumentado significativamente a prevalência de doenças crônicas, entre elas as demências, que reduzem progressivamente a autonomia e a independência do idoso. Esse processo frequentemente exige que um familiar assuma a função de cuidador principal, o que pode comprometer sua qualidade de vida e resultar em desgaste físico, emocional, social e financeiro. O objetivo deste estudo foi analisar as evidências sobre os impactos da sobrecarga no cuidador familiar de idosos com demência. Para isso, realizou-se uma Revisão Integrativa com busca de estudos primários nas bases PsycINFO e nos portais Google Acadêmico e Scielo. Os resultados apontaram que o cuidado envolve sentimentos ambivalentes, sofrimento emocional, isolamento e abandono de atividades pessoais e profissionais. Constatou-se ainda a predominância feminina nessa função, reflexo de construções socioculturais que reforçam desigualdades de gênero. Cuidadores relataram recorrer à fé, ao apoio informal e a estratégias adaptativas como formas de enfrentamento. Contudo, a ausência de preparo técnico, o suporte institucional insuficiente e a escassez de políticas públicas ampliam a sobrecarga, ocasionando fadiga intensa, sintomas depressivos, dificuldades financeiras e a percepção de invisibilidade social. Conclui-se que o cuidado familiar de pessoas com demência constitui um fenômeno complexo que requer políticas públicas voltadas à valorização, ao preparo e ao apoio integral aos cuidadores.
Downloads
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Revista Atenas Higeia

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.








