QUALIDADE DE VIDA RELACIONADA AO TRABALHO DE PROFISSIONAIS DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE DE UM MUNICÍPIO BRASILEIRO
DOI:
https://doi.org/10.71409/ah.v8i2.774Palavras-chave:
Qualidade de vida, Profissionais de saúde, Atenção básicaResumo
Introdução: A Atenção Primária à Saúde (APS) desempenha papel central na organização do cuidado. As condições de trabalho nesse nível de atenção podem impactar a qualidade de vida relacionada ao trabalho (QVT) dos profissionais, refletindo na saúde dos trabalhadores e na qualidade da assistência prestada. Objetivo: Avaliar a qualidade de vida relacionada ao trabalho de profissionais vinculados à Atenção Primária à Saúde de um município do interior de Minas Gerais. Metodologia: Estudo quantitativo, transversal, descritivo e analítico, realizado com 58 profissionais atuantes na APS do município de Passos-MG. A coleta de dados ocorreu por meio de formulário online contendo informações sociodemográficas e o instrumento Quality of Working Life Questionnaire – bref (QWLQ-bref). Os dados foram analisados utilizando estatística descritiva e inferencial, adotando-se nível de significância de p < 0,05. Resultados: A amostra foi predominantemente feminina (84,5%), com média de idade de 44,22 ± 9,62 anos e tempo médio de atuação na APS de 12,70 ± 6,61 anos. A QVT global apresentou média padronizada de 59,13, classificada como satisfatória. O domínio pessoal apresentou o maior escore médio, enquanto o domínio profissional apresentou a menor média, classificada como neutra. Profissionais do sexo masculino apresentaram escores significativamente mais elevados de QVT em comparação às mulheres (p = 0,020). Não foram observadas associações estatisticamente significativas entre QVT e idade, categoria profissional ou tempo de atuação. Discussão: Os achados indicam que, apesar da QVT global satisfatória, persistem fragilidades no domínio profissional, relacionado à organização e às relações de trabalho. A melhor QVT observada entre homens pode estar associada a desigualdades de gênero, como sobrecarga de trabalho não remunerado e menor valorização profissional das mulheres. Conclusão: O estudo evidencia a necessidade de estratégias institucionais voltadas à valorização profissional, melhoria das condições de trabalho e redução das desigualdades de gênero na APS.
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