Edição Atual
iniciar um novo volume da Atenas Humanitas é sempre um convite à pausa — aquela pausa intelectual rara, em que deixamos o olhar repousar sobre o que está mudando ao nosso redor e permitimos que as perguntas mais essenciais venham à superfície. O ano de 2026 nos encontra diante de um panorama humano complexo, marcado pela tensão entre desafios globais persistentes e novas possibilidades de construção coletiva. É nesse encontro entre inquietação e esperança que este número se inscreve.
A Atenas Humanitas nasceu com a missão de abrir espaço para reflexões que conectam o humano ao social, o cotidiano à estrutura, o individual ao comunitário. Para nós, pensar o ser humano não é um exercício abstrato: é reconhecer vidas, trajetórias, fragilidades e formas de resistência que atravessam as experiências contemporâneas.
Neste Volume 2, Número 1, reunimos contribuições que dialogam com temas urgentes: as transformações nas formas de cuidado, a reconfiguração das identidades sociais, os impactos das tecnologias emergentes na vida cotidiana, e os novos contornos das políticas públicas que moldam o bem-estar coletivo. Cada artigo, em sua perspectiva específica, conversa com o mesmo eixo: a busca por compreender como seguimos construindo humanidade em tempos de mudança acelerada.
Neste número, ao longo de uma série composta por três artigos, propõe‑se uma reflexão ampla e aprofundada sobre as dinâmicas contemporâneas das relações internacionais, vista a partir da perspectiva singular do professor Quicassa, do Instituto Superior Politécnico Internacional de Angola (ISIA). A escolha dessa abordagem não é casual: o cenário angolano, situado entre desafios internos de desenvolvimento e uma crescente inserção no plano regional e global, oferece um terreno fértil para examinar como teoria e prática diplomática se entrelaçam na visão de um professor que vivencia, simultaneamente, o papel de analista e educador.
Também reafirmamos, neste número, o valor das pontes — entre campos do saber, entre gerações, entre modos distintos de olhar o mundo. Acreditamos que a força de uma revista plural como esta está justamente na capacidade de aproximar vozes diversas e estimular diálogos que ultrapassam fronteiras disciplinares. Assim, convidamos o leitor a entrar nestas páginas com curiosidade aberta e espírito crítico, permitindo-se tanto a pergunta quanto a descoberta.
Que esta edição possa iluminar caminhos, provocar reflexões e, acima de tudo, reforçar a convicção de que o conhecimento só cumpre seu papel quando retorna à sociedade em forma de compreensão, cuidado e compromisso humano.
Seja bem-vindo(a) ao novo capítulo da Atenas Humanitas.
